quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

É possível uma pessoa magra e que ingere pouca gordura ter colesterol alto?


  Sim, é possível! Isso acontece porque, assim como falamos em posts anteriores, além da origem exógena, o colesterol também tem origem endógena. Ou seja, além de obtermos colesterol através da dieta, o nosso corpo, mais especificamente o fígado, produz colesterol e, por causa de fatores ou problemas genéticos, pode haver problemas nessa produção.

    Um dos fatores genéticos - e o mais comum - que causa o colesterol alto é uma mutação no gene responsável pela produção de uma proteína que permite a entrada de LDL nos hepatócitos. Não sendo capaz de entrar na célula, o LDL fica livre no sangue e adere, então, às paredes dos vasos sanguíneos. Logo, é um efeito contrário da estatina (assunto tratado em um post anterior), por isso ela é um remédio indicado para quem sofre de colesterol alto.

   Além disso, há outros genes envolvidos no colesterol. Uma pesquisa publicada no American Journal of Human Genetics mostrou que há pelo menos 21 genes relacionados ao colesterol. Portanto, colesterol e genética tem tudo a ver: "O trabalho identificou 21 genes diferentes ligados a esse tipo de gordura no sangue, o que pode ajudar a identificar novos alvos para tratamentos que visam reduzir os riscos associados ao problema, como doenças metabólicas e cardiovasculares – uma das principais causas de morte e invalidez no mundo."


    Algumas pessoas, por ter histórico familiar de colesterol alto na família (hipercolesterolemia familiar), devem prestar atenção na sua saúde e na sua alimentação, pois pode ser que haja transmissão genética dessa mutação do gene (ou vários outros fatores genéticos) e o indivíduo tenha problemas com o colesterol, mesmo tendo uma boa alimentação. É importante esse diagnóstico logo na infância, para que os níveis de colesterol sejam controlados logo cedo e evitar maiores problemas no futuro.   
      

     Por isso, se na sua família há pessoas com colesterol alto, fique atento, pois você pode ter predisposição genética ao mesmo problema. Para isso, consulte um médico e confira a situação genética. Além disso, cuide sempre da alimentação e faça exercícios regularmente, pois esses são fatores importantes para a qualidade de vida de qualquer pessoa, mesmo para quem não tem colesterol alto e nem carga genética para esse problema. ;)

Marina Oliveira

Fontes:
http://www.cardiologiasemfronteiras.com.br/2011/11/hipercolesterolemia-familiar-genetica.html (acesso em 14/02/2013)
http://www.rhconnect.com.br/portal/carga-genetica-contribui-para-colesterol-alto-em-criancas-saiba-como-prevenir-e-diminuir-altas-taxas 
(acesso em 14/02/2013)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3692.shtml 
(acesso em 14/02/2013)
http://www.jornalsucessonews.com.br/site/2012/10/12/estudo-internacional-encontra-21-genes-ligados-ao-colesterol/ 
(acesso em 14/02/2013)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Relação da dislipidemia com algumas doenças

    A alteração dos níveis de gordura e lipídios no organismo é denominada dislipidemia. Ela está diretamente relacionada com a deflagração da aterosclerose coronariana (lesões em artérias de grande e médio calibre, obstruindo o fluxo sanguíneo), sendo assim a redução nos níveis de HDL, aumento do LDL e aumento nos níveis de triglicerídeos podem induzir à doença coronariana.

    Os indivíduos com um maior fator de risco de obterem a doença coronariana são aqueles que possuem dislipidemia secundária, que é decorrente de outras doenças ou do uso de certos medicamentos. Essas pessoas estão incluídas nos seguintes grupos:
  • Idade e sexo: homem com mais de 45 anos / mulher com mais de 55 anos
  • História familiar precoce de aterosclerose (parentes de primeiro grau com menos de 55 anos para homens e menos de 65 anos para mulheres)
  • Hipertensão arterial
  • Tabagismo
  • Diabetes Mellitus
  • Sedentarismo
  • Sobrepeso e obesidade
    É necessário que essas doenças que se relacionam com a dislipidemia sejam diagnosticadas e tratadas para um maior índice de eficácia na cura desses pacientes porque a dislipidemia não é corrigida sem o tratamento da doença que a originou, aumentando o risco de doença cardiovascular. A seguir falaremos um pouco da relação da dislipidemia com as doenças que podem gerá-la.

Obesidade
Pessoas obesas, principalmente a obesidade abdominal, apresentam HDL baixo e triglicerídeos altos. O HDL (colesterol de alta densidade) é benéfico ao organismo quando em um índice elevado pois está relacionado à menor incidência de doenças das artérias coronárias.

Diabetes
Uma pessoa que possua diabetes mellitus não tem apenas o seu metabolismo de carboidratos afetado, mas também o de lipídios e proteínas. Sendo insulino dependente essa pessoa não consegue captar glicose para a célula, aumentando a concentração de glicose no plasma sanguíneo. E além disso, não consegue retirar o excesso de gordura da circulação, aumentando a concentração de colesterol e triglicerídeos que favorece a formação de placas de gordura nas artérias e, consequentemente dificultando a passagem de sangue por elas. Sendo assim o paciente deve permanecer atento as suas taxas de lipídios para evitar problemas cardiovasculares precoces.

Glândula tireóide
O hipotireoidismo (falta de hormônio da tireóide) eleva os níveis de colesterol porque os hormônios que ela produz são extremamente importantes para a remoção do excesso de lipídios. Quando detectada essas alterações na tireóidea e nos níveis dos lipídios, os pacientes podem evitar danos maiores ao seu corpo.

Álcoolismo
Baixas quantidades de álcool elevam o HDL, algo benéfico ao organismo por ser um colesterol de alta densidade que atua impedindo o depósito de gordura nas artérias. Porém o alto consumo de álcool aumenta a quantidade de lipídios na circulação e diminue o nível de HDL, alterando o metabolismo dos lipídios.

Doenças de fígado ou renais
Portadores de doenças renais graves possuim uma alteração metabólica nos lipídios e na síndrome nefrática ocorre um aumento da perda de proteínas pela urina, e o organismo produz mais proteínas com o objetivo de compensar essa perda, como por exemplo o LDL (''mal colesterol''). Já no fígado, sempre que o fígado não produz algumas enzimas importantes no metabolismo das lipoproteínas (como por exemplo o colesterol), as suas taxas sofrem variação, prejudicando o indivíduo.

    Então para a prevenção das dislipidemias são medidas importantes: mudanças nos hábitos alimentares; prática de atividade física; perda de peso no caso de pessoas obesas, remédios redutores de lipídios receitados por um médico especializado na área.

Rosana Lima

FONTES:

http://www.institutoprocardiaco.com.br/dislipidemia.htm

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Vegetarianismo


Olá,


   Bom galera, hoje vim falar de um assunto no mínimo polemico, claro que todo mundo já ouviu falar sobre o Vegetarianismo. Ok, todo mundo conhece alguém que é vegetariano ou vegano. Sim existe a diferença entre os dois. O veganismo é uma filosofia de vida, motivada ao respeito e aos direitos dos animais. Eles não comem/usam nenhum tipo de produto de origem animal (alimentos, produtos testados em animais, roupas, etc). Já o vegetarianismo, possui uma “dieta” baseada em alimentos de origem vegetal, ou seja, eles excluem as carnes da sua alimentação, mas ainda utiliza alguns derivados do mesmo.




  Sim, eu sei o que vocês estão pensando.. Oh, então eles são anêmicos, possuem pouca proteína e coisas do tipo. Porém vocês estão enganados, não é porque as carnes estão banidas do cardápio que eles serão prejudicados. A única vitamina que é necessária ser reposta, e apenas no caso do veganos, é a vitamina B12, já as proteínas e ferro, são facilmente obtidas na dieta vegetariana.

   Diferente de tudo que as pessoas falam por ai, ser vegetariano/vegano não te impede de nada, então não existe essa história de quem é tem uma vida regrada, onde não pode fazer exercícios, ou até mesmo, ter uma gestação normal. E não, a ausência da carne não interfere no desenvolvimento de crianças.

   Então como todos sabe, a alimentação de um vegetariano é livre de qualquer tipo de gordura animal, que ajuda reduzir uma boa porcentagem do LDL (colesterol ruim). Estudos revelam que esse tipo de alimentação tem praticamente a mesma eficácia da estatina, que é um medicamento utilizado para controlar o LDL. Então isso quer dizer que, os vegetarianos têm menos chances de sofrer doenças cardiovasculares.

Camilla Viana

Fonte:


Aula de Nutrição Humana

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Colesterol alto + velhice = um passo para depressão



Olá! Neste post veremos mais uma doença que pode ser influenciada pelo colesterol: a depressão nos idosos.
O colesterol, além de provocar derrames, pode aumentar a incidência da doença na idade avançada, uma vez que ocorre uma alteração nos níveis de colesterol no sangue.
Um estudo francês revela que o colesterol pode contribuir para a origem da depressão. Essa pesquisa foi feita pela Universidade Montpellier 1, e contou com a participação de homens e mulheres com mais de 65 anos, durante 7 anos.
O resultado do estudo indicou que nas mulheres, a depressão é associada aos baixos níveis de colesterol bom (HDL), o que se subentende que elas ficavam mais vulneráveis a doenças vasculares, como o AVC, aumentando assim, o risco de lesões nas veias do corpo. Nos homens, eram favoráveis ao desenvolvimento desses mesmos problemas, uma vez que tinham redução nos níveis do colesterol ruim (LDL). Aqueles com tendência à depressão eram os maiores afetados, desenvolvendo transtornos mentais ainda que a saúde cardiovascular estivesse protegida.
“Nossos resultados sugerem que o tratamento para os problemas ligados ao colesterol na idade avançada, deve diferir de acordo com o sexo do indivíduo. Nos homens, a baixa no LDL, que é benéfica para a saúde do organismo, pode deixa-los mais expostos à depressão.” Relata Marie-Laure Ancelin, autora do estudo.
Portanto, deve-se ter atenção redobrada na alimentação do idoso, não esquecendo da prática de exercícios físico, cuidando para controlar os níveis de colesterol na corrente sanguínea, para não acarretar em mais doenças, como a depressão. Caso contrário, além das complicações que a velhice proporciona, o idoso também terá que sofrer com as doenças advindas do colesterol (não controlado) como uma possível depressão (distúrbio de humor), de acordo com o estudo mencionado, alterando sua saúde física e mental.

Abraços, Camylla Felipe.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Colesterol e câncer de próstata



Câncer de próstata
Assim como falamos no início do blog, o colesterol vai além do senso comum. Todos sabem que a taxa elevada de LDL no sangue causa problemas cardiovasculares, como a aterosclerose, por exemplo. Mas também, o colesterol alto pode causar problemas como, por exemplo, o câncer de próstata que, a princípio, não há nenhuma relação com o colesterol.

Porém, cientistas italianos do Instituto de Pesquisas Farmacológicas Mario Negri, em Milão, fizeram uma pesquisa, publicada na revista Annals of Oncology, que prova o contrário. Essa pesquisa foi feita com 2745 homens, entre os quais estavam homens saudáveis (grupo controle) e homens com colesterol alto. O resultado mostrou a prevalência de câncer de próstata no grupo com alto nível de LDL, indicando que 50% dos homens que tiveram esse câncer estavam com uma alta taxa de "mau colesterol" no sangue.

Há pesquisadores que acreditam que esse resultado, na verdade, está relacionado à obesidade e diabetes, já que estas doenças favorecem o colesterol alto. Porém, uma das autoras da pesquisa acredita que, na verdade, a relação entre colesterol e câncer de próstata está na síntese de hormônios andrógenos, pois esses hormônios têm papel fundamental no tecido da próstata. Como esses hormônios são esteroides, ou seja, precisam de colesterol para serem sintetizados, acredita-se que essa é a relação biológica entre a substância e o câncer.


Já que o "mau colesterol" favorece o aparecimento de câncer de próstata, óleos e gorduras consideradas "boas", como o ômega 3, previnem o aparecimendo desse câncer. Uma outra pesquisa, realizada pelo Instituto Paterson, na Grã-Bretanha, mostrou que homens que possuem uma dieta rica em ômega 3 diminui a propensão ao câncer de próstata. Já o ômega 6 faz o inverso, aumentando o transporte células cancerígenas para a medula óssea, pois acredita-se que as células doente utilizam esse tipo de gordura para obter energia. 
Portanto, mostramos mais uma vez a importância de uma alimentação adequada para melhorar a qualidade de vida do indivíduo e prevenir doenças tão graves quanto o câncer de próstata que afeta e mata milhares de homens em todo o mundo. 


Marina Oliveira

Fontes:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/04/060412_cancerprostatacolesterolml.shtml (acesso em 05/02/2013)
http://cliquesaude.com.br/ligacao-entre-colesterol-e-cancer-de-prostata-35.html (acesso em 05/02/2013)
http://www.tratandoalergia.com.br/2006/conteudo_fiquepordentro.asp?i=3 (acesso em 05/02/2013)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/03/060322_cancerpeixesgordurososebc.shtml

domingo, 3 de fevereiro de 2013

As fibras !


Olá, 



   Não é novidade pra ninguém o quão as frutas e hortaliças são importantes para à nossa alimentação, e como todos sabem, são as principais fontes de fibras. Estudos comprovam a redução do colesterol, o controle da glicemia e até mesmo na manutenção do peso.

   As fibras são divididas em dois tipos, as solúveis e as insolúveis:


   Fibras insolúveis ajudam a melhorar o funcionamento do intestino. Essas fibras podem ser encontradas em qualquer alimento vegetal, e também em grãos de cereais.
   Fibras solúveis ajudam no esvaziamento gástrico, ou seja,  proporciona saciedade, diminuem o nível de colesterol no sangue, e pode ajudar a diminuir casos de alguns tipos de câncer (como o do intestino grosso). A pectina é a principal fibra solúvel, que pode ser encontrada em algumas frutas, leguminosas, aveia..



   Além de todos os benefícios que já falei, as fibras ajudam a prevenir a diabetes melitus, e também estabiliza a glicemia daqueles que já tem o diabetes. No estomago formam géis viscoso que servem para atrasar a absorção da glicose. Isso faz com que o pâncreas libere pequenas quantidades de insulina para absorver a glicose.

   A falta de fibras no organismo pode causar alguns problemas como intestino preso, diabetes, excesso de proteínas e até câncer. Porém o excesso também, então é recomendável ingerir no máximo 30 gramas diárias.

Camilla Viana

Fonte:

sábado, 2 de fevereiro de 2013

FUNÇÕES DO COLESTEROL - No corpo humano


Como já visto, o colesterol está presente no nosso organismo, sendo produzido principalmente pelo fígado, para satisfazer as funções do corpo, podendo ser adicionado na alimentação. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo próprio organismo, enquanto 30% é adquirido na dieta. O fígado sintetiza aproximadamente de 20 a 25% de colesterol, diariamente.
1.    Uma das principais funções do colesterol consiste tanto na conservação como na síntese das membranas celulares do organismo.
      2.  É o precursor para a síntese da vitamina D e de vários hormônios esteroides (o que inclui hormônios sexuais progesterona, testosterona e derivados).
   3.  Pesquisas recentes indicam que o colesterol pode atuar como antioxidante, ou seja, protege as células contra efeitos danosos dos radicais livres (moléculas com elétrons desemparelhados, que pode causas vários danos ao organismo).
  4.  Ajuda na fabricação da bílis (que é armazenada na vesícula biliar e ajuda a digerir gorduras da alimentação).
5.    Importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis (que são solúveis em lipídios e não-solúveis em água) , incluindo as vitaminas A, D, E e K.
6.    Reduz a permeabilidade da membrana plasmática aos íons de hidrogênio e sódio.
7.    Tem sido relacionado aos processos de sinalização celular (sistema de comunicação que governa e coordena as atividades e funções celulares).
8.    O colesterol deixa firma a membrana das células. Isso ocorre devido ao fato de suas moléculas se intercalarem na bicamada lipídica, pois a parte hidroxila interage com os grupos polares dos fosfolipídios e os anéis esteroídicos interagem com as cadeias carbônicas. Assim, ocorre um aumento da rigidez na parte periférica da membrana.
9.    Necessário para a função correta dos receptores de serotonina no cérebro, substância que promove o bem-estar.
10. O colesterol da alimentação desempenha um papel importante na manutenção da saúde do intestino.

- Quanto colesterol o corpo humano costuma produzir?                                                      Depende da idade, do sexo e de fatores genéticos.

Fatores genéticos: Os genes podem determinar a quantidade de colesterol que é produzida pelo organismo, ou seja, caso sua família apresente colesterol alto, você pode adquirir essa herança hereditária.
Idade: Quanto à idade, por volta dos 20 anos, o nível de colesterol total tende a aumentar, tanto na mulher quanto no homem.
Sexo: Exclusivamente nas mulheres, no ciclo da menopausa, elas apresentam nível de colesterol inferior, quando comparado com homens da mesma idade, pois há o processo  irregular dos hormônios que a menopausa proporciona. Após esse período, os níveis de colesterol delas costumam ter um aumento natural.

Levando em consideração esses aspectos mencionados, entendemos que o colesterol tem diversas funções no organismo, tornando-se vital e, evidenciando-se assim sua importância na integralidade do funcionamento do corpo, lembrando sempre que devemos consumi-lo com moderação!

Abraços, Camylla Felipe.