quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Colesterol alto + velhice = um passo para depressão



Olá! Neste post veremos mais uma doença que pode ser influenciada pelo colesterol: a depressão nos idosos.
O colesterol, além de provocar derrames, pode aumentar a incidência da doença na idade avançada, uma vez que ocorre uma alteração nos níveis de colesterol no sangue.
Um estudo francês revela que o colesterol pode contribuir para a origem da depressão. Essa pesquisa foi feita pela Universidade Montpellier 1, e contou com a participação de homens e mulheres com mais de 65 anos, durante 7 anos.
O resultado do estudo indicou que nas mulheres, a depressão é associada aos baixos níveis de colesterol bom (HDL), o que se subentende que elas ficavam mais vulneráveis a doenças vasculares, como o AVC, aumentando assim, o risco de lesões nas veias do corpo. Nos homens, eram favoráveis ao desenvolvimento desses mesmos problemas, uma vez que tinham redução nos níveis do colesterol ruim (LDL). Aqueles com tendência à depressão eram os maiores afetados, desenvolvendo transtornos mentais ainda que a saúde cardiovascular estivesse protegida.
“Nossos resultados sugerem que o tratamento para os problemas ligados ao colesterol na idade avançada, deve diferir de acordo com o sexo do indivíduo. Nos homens, a baixa no LDL, que é benéfica para a saúde do organismo, pode deixa-los mais expostos à depressão.” Relata Marie-Laure Ancelin, autora do estudo.
Portanto, deve-se ter atenção redobrada na alimentação do idoso, não esquecendo da prática de exercícios físico, cuidando para controlar os níveis de colesterol na corrente sanguínea, para não acarretar em mais doenças, como a depressão. Caso contrário, além das complicações que a velhice proporciona, o idoso também terá que sofrer com as doenças advindas do colesterol (não controlado) como uma possível depressão (distúrbio de humor), de acordo com o estudo mencionado, alterando sua saúde física e mental.

Abraços, Camylla Felipe.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Colesterol e câncer de próstata



Câncer de próstata
Assim como falamos no início do blog, o colesterol vai além do senso comum. Todos sabem que a taxa elevada de LDL no sangue causa problemas cardiovasculares, como a aterosclerose, por exemplo. Mas também, o colesterol alto pode causar problemas como, por exemplo, o câncer de próstata que, a princípio, não há nenhuma relação com o colesterol.

Porém, cientistas italianos do Instituto de Pesquisas Farmacológicas Mario Negri, em Milão, fizeram uma pesquisa, publicada na revista Annals of Oncology, que prova o contrário. Essa pesquisa foi feita com 2745 homens, entre os quais estavam homens saudáveis (grupo controle) e homens com colesterol alto. O resultado mostrou a prevalência de câncer de próstata no grupo com alto nível de LDL, indicando que 50% dos homens que tiveram esse câncer estavam com uma alta taxa de "mau colesterol" no sangue.

Há pesquisadores que acreditam que esse resultado, na verdade, está relacionado à obesidade e diabetes, já que estas doenças favorecem o colesterol alto. Porém, uma das autoras da pesquisa acredita que, na verdade, a relação entre colesterol e câncer de próstata está na síntese de hormônios andrógenos, pois esses hormônios têm papel fundamental no tecido da próstata. Como esses hormônios são esteroides, ou seja, precisam de colesterol para serem sintetizados, acredita-se que essa é a relação biológica entre a substância e o câncer.


Já que o "mau colesterol" favorece o aparecimento de câncer de próstata, óleos e gorduras consideradas "boas", como o ômega 3, previnem o aparecimendo desse câncer. Uma outra pesquisa, realizada pelo Instituto Paterson, na Grã-Bretanha, mostrou que homens que possuem uma dieta rica em ômega 3 diminui a propensão ao câncer de próstata. Já o ômega 6 faz o inverso, aumentando o transporte células cancerígenas para a medula óssea, pois acredita-se que as células doente utilizam esse tipo de gordura para obter energia. 
Portanto, mostramos mais uma vez a importância de uma alimentação adequada para melhorar a qualidade de vida do indivíduo e prevenir doenças tão graves quanto o câncer de próstata que afeta e mata milhares de homens em todo o mundo. 


Marina Oliveira

Fontes:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/04/060412_cancerprostatacolesterolml.shtml (acesso em 05/02/2013)
http://cliquesaude.com.br/ligacao-entre-colesterol-e-cancer-de-prostata-35.html (acesso em 05/02/2013)
http://www.tratandoalergia.com.br/2006/conteudo_fiquepordentro.asp?i=3 (acesso em 05/02/2013)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/03/060322_cancerpeixesgordurososebc.shtml

domingo, 3 de fevereiro de 2013

As fibras !


Olá, 



   Não é novidade pra ninguém o quão as frutas e hortaliças são importantes para à nossa alimentação, e como todos sabem, são as principais fontes de fibras. Estudos comprovam a redução do colesterol, o controle da glicemia e até mesmo na manutenção do peso.

   As fibras são divididas em dois tipos, as solúveis e as insolúveis:


   Fibras insolúveis ajudam a melhorar o funcionamento do intestino. Essas fibras podem ser encontradas em qualquer alimento vegetal, e também em grãos de cereais.
   Fibras solúveis ajudam no esvaziamento gástrico, ou seja,  proporciona saciedade, diminuem o nível de colesterol no sangue, e pode ajudar a diminuir casos de alguns tipos de câncer (como o do intestino grosso). A pectina é a principal fibra solúvel, que pode ser encontrada em algumas frutas, leguminosas, aveia..



   Além de todos os benefícios que já falei, as fibras ajudam a prevenir a diabetes melitus, e também estabiliza a glicemia daqueles que já tem o diabetes. No estomago formam géis viscoso que servem para atrasar a absorção da glicose. Isso faz com que o pâncreas libere pequenas quantidades de insulina para absorver a glicose.

   A falta de fibras no organismo pode causar alguns problemas como intestino preso, diabetes, excesso de proteínas e até câncer. Porém o excesso também, então é recomendável ingerir no máximo 30 gramas diárias.

Camilla Viana

Fonte:

sábado, 2 de fevereiro de 2013

FUNÇÕES DO COLESTEROL - No corpo humano


Como já visto, o colesterol está presente no nosso organismo, sendo produzido principalmente pelo fígado, para satisfazer as funções do corpo, podendo ser adicionado na alimentação. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo próprio organismo, enquanto 30% é adquirido na dieta. O fígado sintetiza aproximadamente de 20 a 25% de colesterol, diariamente.
1.    Uma das principais funções do colesterol consiste tanto na conservação como na síntese das membranas celulares do organismo.
      2.  É o precursor para a síntese da vitamina D e de vários hormônios esteroides (o que inclui hormônios sexuais progesterona, testosterona e derivados).
   3.  Pesquisas recentes indicam que o colesterol pode atuar como antioxidante, ou seja, protege as células contra efeitos danosos dos radicais livres (moléculas com elétrons desemparelhados, que pode causas vários danos ao organismo).
  4.  Ajuda na fabricação da bílis (que é armazenada na vesícula biliar e ajuda a digerir gorduras da alimentação).
5.    Importante para o metabolismo das vitaminas lipossolúveis (que são solúveis em lipídios e não-solúveis em água) , incluindo as vitaminas A, D, E e K.
6.    Reduz a permeabilidade da membrana plasmática aos íons de hidrogênio e sódio.
7.    Tem sido relacionado aos processos de sinalização celular (sistema de comunicação que governa e coordena as atividades e funções celulares).
8.    O colesterol deixa firma a membrana das células. Isso ocorre devido ao fato de suas moléculas se intercalarem na bicamada lipídica, pois a parte hidroxila interage com os grupos polares dos fosfolipídios e os anéis esteroídicos interagem com as cadeias carbônicas. Assim, ocorre um aumento da rigidez na parte periférica da membrana.
9.    Necessário para a função correta dos receptores de serotonina no cérebro, substância que promove o bem-estar.
10. O colesterol da alimentação desempenha um papel importante na manutenção da saúde do intestino.

- Quanto colesterol o corpo humano costuma produzir?                                                      Depende da idade, do sexo e de fatores genéticos.

Fatores genéticos: Os genes podem determinar a quantidade de colesterol que é produzida pelo organismo, ou seja, caso sua família apresente colesterol alto, você pode adquirir essa herança hereditária.
Idade: Quanto à idade, por volta dos 20 anos, o nível de colesterol total tende a aumentar, tanto na mulher quanto no homem.
Sexo: Exclusivamente nas mulheres, no ciclo da menopausa, elas apresentam nível de colesterol inferior, quando comparado com homens da mesma idade, pois há o processo  irregular dos hormônios que a menopausa proporciona. Após esse período, os níveis de colesterol delas costumam ter um aumento natural.

Levando em consideração esses aspectos mencionados, entendemos que o colesterol tem diversas funções no organismo, tornando-se vital e, evidenciando-se assim sua importância na integralidade do funcionamento do corpo, lembrando sempre que devemos consumi-lo com moderação!

Abraços, Camylla Felipe.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Estatina



   Já falamos diversas vezes sobre hipercolesterolemia aqui no blog, enfatizando, principalmente, a relação entre esse problema de saúde e a alimentação. Porém, além de alimentos, a estatina também combate o "colesterol alto" (alto nível de LDL e baixo nível de HDL). 

   As estatinas são fármacos lipoproteicos (esteroide) utilizadas no tratamento de indivíduos que possuem hipercolesterolemia, prevenindo aterosclerose e outros problemas causados pelo excesso de "mau colesterol" no sangue. 
      Sua ação é inibir uma enzima da via de
biossíntese do colesterol, a HMG-CoA redutase, que catalisa a reação que transforma HMG-CoA em mevalonato. Essa inibição limita a velocidade da via e, consequentemente, diminui o conteúdo intracelular de colesterol, aumentando os receptores de LDL nos hepatócitos. Estes, por sua vez, passam a remover mais VLDL e LDL do sangue e armazenando-os dentro da células, compensando a diminuição de colesterol intracelular. Assim, a estatina diminui a taxa de colesterol circulante no plasma sanguíneo. Além dessa inibição, as estatinas também podem melhorar a elasticidade das artérias e diminuir os processos inflamatórios pelo corpo.


Esquema que mostra a ação da estatina

     Quando associadas à atividade física, as estatinas têm seu efeito potencializado, reduzindo em até 70% os riscos de morte por consequências do "colesterol alto", como mostra um estudo americano divulgado na revista médica The Lancet e, aqui no Brasil, divulgado pela revista Veja:

       "De acordo com os resultados, participantes que tomavam estatina e que tinham melhor condicionamento físico tiveram um risco até 70% menor do que aqueles com pior condicionamento, mas que também faziam uso do medicamento. [..] O coordenador da pesquisa, porém, reforça que a mensagem do estudo não é incentivar as pessoas a deixarem de fazer uso de estatinas. O remédio, ele explica, é essencial para reduzir eventos cardiovasculares, efeito que foi comprovado por uma série de trabalhos. Segundo Kokkinos, o que seus resultados reforçam é a importância da prática regular de atividades físicas e a eficácia da estatina."  (site Veja 29/11/2012)

O uso do remédio deve ser seguido de
uma boa alimentação!
      Portanto, a estatina é um importante e eficaz combatente do colesterol alto, utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo, mas não devemos deixar de lado a importância da alimentação. Assim como o estudo mostrou que a atividade física aliada ao uso da estatina melhora o efeito do fármaco, a alimentação também deve ser considerada como uma grande aliada do tratamento de hipercolesterolemia, assim como enfatizamos nos posts anteriores. Se o indivíduo tratado por esse remédio usufruir, também, de exercícios físicos e de uma boa alimentação, sua saúde ficará ainda melhor.


Marina Oliveira

Fontes:
MARZZOCO e TORRES, Anita e Bayardo Batista. Bioquímica Básica. 3ª edição

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Colesterol na Menopausa


             Menopausa é o período de transição, ou seja, quando os ovários deixam de produzir os óvulos. O corpo produz cada vez menos estrogênio e progesterona, fazendo com que a menstruação venha com intervalos maiores, até parar completamente. Ela normalmente ocorre em mulheres entre os 45 e 55 anos, quando a menopausa acaba, chama-se pós-menopausa, após um ano, não haverá mais riscos de gravidez.
          Os sintomas e a “gravidade” (leve, moderado ou grave) da menopausa variam de mulher para mulher, os mais comuns são:

  • Palpitação ou taquicardia
  • Ondas de calor
  • Suores noturnos
  • Ruborização da pele
  • ·Insônia

             Os sintomas podem ser amenizados e/ou agravados até mesmo pela alimentação. Segue abaixo alguns alimentos, sementes para ameniza-los:

Vitamina E: diminui as ondas de calor.
Fontes: Sementes oleaginosas e óleos vegetais.

Vitamina B6: importante para a formação de neurotransmissores (triptofano), melhora o bem estar.
Fontes: cereais integrais, ovos e grãos.

Vitamina C: necessária para síntese de hormônios ovarianos.
Fontes: Frutas cítricas.

Ácido Fólico: ajuda a repor DNA e diminui o risco de câncer de mama.
Fontes: vegetais verdes escuros.

Magnésio: age no bom humor, no relaxamento muscular e na formação de neurotransmissores.
Fontes: cereais integrais, grãos, beterraba e sementes oleaginosas.

Cálcio: essencial para garantir a massa óssea e contração muscular.
Fontes: Vegetais verdes, leite e derivados.

             O estrógeno que é a designação dos hormônios que está relacionada com o controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas. Também é responsável pela proteção do organismo feminino de algumas doenças. A partir do momento que a produção dele cai, as taxas de Colesterol aumentam no sangue.
             Foi apresentado na 22ª reunião da Sociedade Norte Americana de Menopausa, em Washington, que além do enorme desconforto do calor e da sudorese noturna, ajuda no aumento da taxa do Colesterol. Para chegarem nessa conclusão, foi feito um estudo durante 7 anos com mulheres no período que entraram na  menopausa. Eles perceberam que quanto maior as ondas de calor que elas tinham, maior era as chances do aumento do colesterol bom (HDL) e do colesterol ruim (LDL). E com o aumento do LDL pode influenciar para um ataque cardíaco, derrame, entre outros, e o HDL pode diminuir o risco das mesma, é importante a visita frequente no medico, para manter as taxas normais. 




 Camilla Viana

  
Fonte:

Colesterol baixo é bom ou ruim?


Como mencionado em postagens anteriores, os riscos da alta taxa de LDL são bastante conhecidos pela população por aumentar a ocorrência de eventos cardiovasculares e outras complicações, porém taxas muito baixas de HDL também podem gerar doenças prejudiciais ao organismo, como por exemplo:

O aumento do número de pessoas com depressão, agressividade, tendência ao suicídio e diminuição da libido
Esses comportamentos podem ocorrer porque o colesterol baixo diminui a produção de serotonina, um neurotransmissor que atua no cérebro regulando sensibilidade a dor, humor, sono, apetite, ritmo cardíaco e que ao faltar estimula estados depressivos, agressivos e também aumenta o apetite, favorecendo o aumento de peso. Uma maneira de aumentar a concentração de serotonina é consumir alimentos que contenham seu precursor, o triptofano e praticar exercícios físicos.

A estimulação de doenças cardiovasculares

O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) baixo pode proporcionar a ocorrência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como por exemplo aterosclerose, AVC (derrame) e infarto agudo do miocárdio. O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso, no qual ocorre alterações no estilo de vida.

Ligação entre a proteína da doença alzheimer e o colesterol
Uma equipe de pesquisadores americanos descobriram o papel do colesterol na síntese de uma proteína que destrói neurônios e é considerada a principal causa da doença de alzheimer. Essas pesquisas, comandadas por Charles Sanders, revelaram a presença da molécula de colesterol ligada a estrutura da proteína.

   Sendo assim o índice de colesterol no organismo humano deve ser regulado, podendo o HDL ser aumentado por meio de mudanças nos hábitos alimentares, na prática de exercícios físicos, perda de peso, redução da ingestão de gorduras do tipo trans e aumento da ingestão de gorduras monoinsaturadas (óleo de canola, abacate, azeite de oliva, peixes, nozes e amendoim) e fibras (aveias, frutas, legumes, folhas em geral).

Taxas de HDL prejudiciais e benéfica ao organismo:
Inferior a 40 mg/dL para homens = HDL baixo (alto risco)
- Inferior a 50 mg/dL para mulheres = HDL baixo (alto risco)
- Entre 40 e 59 mg/dL = Quanto maior, melhor ao organismo
- Igual ou superior a 60 mg/dL = HDL alto (baixo risco)

Rosana Lima